Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Piano Bar

Composição: Humberto Gessinger

O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde e eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor

O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, impossível de encontrar
Mas, quando o néon é bom
Toda noite é noite de luar

No táxi que me trouxe até aqui
Bob Marley me dava razão
As últimas do esporte, hora certa
Crime e religião
Na verdade, nada
É uma palavra esperando tradução

Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
É um salto no escuro da piscina

O fogo ilumina muito
Por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
E tudo um dia vira luz
Mas, toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos

Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía

Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
E parecia que era minha aquela solidão

Conheci uma guria que eu já conhecia
De outros carnavais, com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

You've gotta live every single day
Like it's the only one
What if tomorrow never comes?
[...]
Every single day, may be our only one
What if tomorrow never comes?

***

Você deve viver cada dia
como se fosse o único
E se o amanhã nunca chegar?
[...]
Cada dia, pode ser o nosso único dia
E se o amanhã nunca chegar?

Never Gonna Be Alone, Nickelback

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Porque eu não consigo parar de cantar...

Aquilo bate, ilumina
Invade a retina, retém o olhar
Um lance que laça na hora, aqui e agora
Futuro não há
Aquilo, se pega de jeito,
Te dá um sacode, pra lá de além
O mundo muda, estremece
O caos acontece
Não poupa ninguém

Avassalador
Chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar

Arrebatador
Vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar


Aquilo que dá no coração, Lenine.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Levemente Absorta

Debruçada em minha janela
ouço o barulho das ruas:
carros, pessoas e pressa,
muita pressa.

Não é difícil deixar-me levar pelos pensamentos
aos momentos doces, às memórias marcantes,
lembranças cheirosas do meu caminho.
Fecho os olhos e, sem esforço, consigo
ouvir os risos, sentir os toques,
enxergar novamente o brilho em cada olhar,
em cada gesto;
cada detalhe carregado de tanto sentido.

Inspiro e expiro lentamente.
Sinto com clareza cada batida do meu coração.
Sorrio para o imenso céu azulado do início da noite
ao perceber que, talvez, nesse mundo inteiro
eu seja a única a não ter pressa.

Coisa boa nessa vida é ter algo para sentir saudade.


*******


E o menino com o brilho do sol
Na menina dos olhos
Sorri e estende a mão
Entregando o seu coração
E eu entrego o meu coração
E eu entro na roda
E canto as antigas cantigas
De amigo irmão
As canções de amanhecer
Lumiar e escuridão

E é como se eu despertasse de um sonho
Que não me deixou viver
E a vida explodisse em meu peito
Com as cores que eu não sonhei
E é como se eu descobrisse que a força
Esteve o tempo todo em mim
E é como se então de repente eu chegasse
Ao fundo do fim
De volta ao começo
Ao fundo do fim
De volta ao começo

(De Volta ao Começo, Gonzaguinha)